Prontofalei

July 24, 2008

Design: como dosar beleza e funcionalidade

Filed under: Internet, Negócios, Propaganda, Tecnologia — Tags: , , , , , , — Danilo Idman @ 8:37 pm

Uma marca de óleo de soja, aquele usado na cozinha, tinha uma emabalgem super diferente, muito moderna. Na prateleira chamava atenção pelo design, e apesar de ser mais cara que a maioria, talvez pela embalagem compensava a compra. Na prateleira parecia ser o melhor óleo de soja.

Mas nem tudo é perfeito. Quando você chegava em casa, e ia usar o óleo para cozinhar, ao abrir a tampa (também super diferente) você percebia um erro: porque ela está do lado errado? Você segura embalagens de um jeito tão óbvio e costumeiro que às vezes nem percebe. E segurando a embalagem do jeito mais óbvio, a tampinha ficava virada para um lado onde na hora de colocar o óleo na panela, ele escorria todo pelo lado errado, sujando todo o fogão. Uma embalagem linda, mas pouco funcional.

Algo com design arrojado sempre foi mais lindo do que prático. Até então.

A empresa que fabricava a embalagem do óleo de soja, foi solicitada pela fabricante que alterasse a embalagem pois a sensação causada por apenas este detalhe, no consumidor, era muito ruim. Você compra o que acha ser o melhor óleo de soja, paga mais por isso, e ele funciona errado? Algo precisava mudar.

E está mudando. Hoje o design é uma área estratégica, onde a funcionalidade é o objetivo número um. A beleza é consequência, um mero atrativo de vendas, uma forma de agregar valor.

Claro que nem tudo funciona assim, mas as empresas vêm percebendo que ser funcional e prático é mais valioso que ser apresentável. Ganha-se em um, perde-se em outro. A responsabilidade do design hoje é encontrar maneiras de não perder em nenhum objetivo.

A internet é um claro exemplo disso. O site em flash está fora de moda, florzinhas e enfeitinhos, só para deixar mais bonito, também já era. A regra agora é: só será bonito se antes for funcional. Hoje vivemos na era do XML, das redes sociais, de sites cada vez mais rápidos mesmo que a velocidade de nossa conexão aumente a cada dia.

Óbvio que isso ia acontecer um dia. Como já diz o ditado, beleza não se põe à mesa. É fundamental, mas não é tudo

May 12, 2008

Cuidado casais: seu namoro está por um clique

Filed under: Internet, Mercado e Consumo, Negócios, Propaganda, Tecnologia — Tags: , , , , — Danilo Idman @ 9:50 pm

Há 30 anos atrás, namorar era muito romântico. Casais trocavam cartas perfumadas e esperavam ansiosos no portão pela visita de sua grande paixão. Tudo isso com o consentimento dos pais, obviamente, senão nenhum namoro durava até o casamento.

Já há 10 anos, as coisas não eram bem assim. Existia uma maior liberdade de expressão e a mídia ganhava cada vez mais espaço, onde a televisão era o principal formador de opinião da grande maioria da população. Namorava-se e transava-se em qualquer lugar – como fazemos até hoje.

De alguns tempos pra cá, novas tecnologias além da televisão surgiram e os relacionamentos evoluíram, ficando cada vez mais constantes e mais intensos. Tornou-se relativamente fácil namorar a distância: voar de avião é acessível, falar ao telefone a qualquer momento é real com um celular, e a Internet encurtou quilômetros de distâncias em apenas um clique do mouse.

Tudo ficou mais rápido. Se você está com saudades da sua namorada ao meio-dia, use seu celular. Se o seu marido não avisou que vai chegar mais tarde, envie uma mensagem de texto para ele. Precisa dizer que ama neste exato momento? Escreva um e-mail.

O problema é que a tecnologia não funciona como nós queríamos e às vezes falha. É aí que mora o problema nos nossos relacionamentos. Regina VazPerguntas típicas como “Por que ele não me atende?” ou “Ela já respondeu o seu e-mail?” são muito freqüentes no nosso dia-a-dia, e oferecem um imediatismo recorrente de que tudo pode ser resolvido em questão de minutos. “Pessoas apaixonadas são pessoas ansiosas”, explica Regina Vaz, especialista em Relacionamentos Humanos e diretora executiva da Consulte Brasil. Os casais fizeram das novas tecnologias como a Internet e o celular mais uma maneira de namorar e isso transformou alguns relacionamentos reais em namoros virtuais.

Muitas pessoas tornaram-se tão dependentes da tecnologia que algumas tomam atitudes no mínimo interessantes. Regina Vaz – que também orienta casais em um programa da RedeTV – conta que a esposa de um de seus clientes era tão dependente do marido, que usava a tecnologia para suprir suas necessidades. “Ela enviava dezenas de mensagens por dia, e como ele não tinha tempo para respondê-las, encarregou sua secretária para cuidar da tarefa. Ela recebia as mensagens da esposa do chefe e ela mesma as respondia. No final do dia, fazia um relatório para o chefe, que chegava em casa com todo o assunto do dia na ponta da língua”.

Nem todo mundo é assim, mas muitos já passaram por situações onde a tecnologia interferiu e muito em algum momento do relacionamento, e nós nem sequer percebemos. Uma ligação não atendida simplesmente porque o celular estava descarregado pode causar muito transtorno para um casal. Um scrap deixado no Orkut por aquela amiga do trabalho pode azedar o jantar romântico de muitos namorados também.

“A tecnologia nos tornou imediatistas”, comenta Regina. “Resolver algum problema do namoro por e-mail é como soltar uma bomba e sair correndo”, compara a especialista. A rapidez da tecnologia também encurtou a duração dos relacionamentos. Os “namoros” de hoje em dia começam, terminam e recomeçam de novo muito mais rápido e com muito mais freqüência de quando não nos relacionávamos tanto com a tecnologia. Não é difícil encontrar situações em que um casal brigou uma dúzia de vezes só por causa de um grito no telefone, uma mensagem mal enviada ou um e-mail do tipo “precisamos conversar” mal interpretado. E lá se vão muitas brigas. E lá se foram muitos casais para a fila dos solteiros novamente.

Sérgio Lage“A tecnologia trouxe uma sociabilidade dissociativa” explica o analista de comportamento e consumo da What’Zone, Sérgio Lage. “Quanto mais você se relaciona, menos intimidade você cria. A grande facilidade de se relacionar que a tecnologia nos trouxe tornou o ser humano mais difícil de adquirir intimidade com outras pessoas. É mais superficial e menos comprometimento. Você tem um monte de amigos, um monte de relacionamentos, mas não é íntimo de ninguém”.

A Internet e as redes sociais, como o Orkut, facilitaram o relacionamento de pessoas que antes não se relacionavam tanto, ou porque são tímidas, ou por falta de oportunidade. “O tradicional nerd, que ficava atrás do computador se escondendo do mundo, hoje é bem relacionado, é popular, e tem inúmeros amigos em todo canto do planeta. É um ser antenado”, comenta Sérgio, que também vê o lado bom que a tecnologia oferece aos nossos relacionamentos. Para ele, a Internet possibilitou que muitas pessoas pudessem sair de trás de sua timidez e fazer contato no mundo real, recobrar a sociabilidade que todos nós precisamos, e que a tecnologia só pode tirar se nós a permitimos.

Relacionar-se sempre foi algo feito no mínimo com duas pessoas, e a tecnologia criou novos meios – e mais rápidos – para que isso continue acontecendo. É impossível não refletirmos quantas coisas seriam mais difíceis – e até impossíveis – de serem feitas sem as facilidades que a tecnologia nos oferece, mas nunca podemos esquecer que tudo em excesso é prejudicial. O mundo anda a todo vapor, produzindo informações novas a cada segundo. Cabe a nós peneirarmos o quanto isso pode afetar nossa vida, e o quanto a gente pode simplesmente deletar. Assim como colocar um e-mail na lixeira do computador.

May 2, 2008

Kindle – Vai ou não Vai?

Filed under: Tecnologia — Tags: , , , , — Danilo Idman @ 9:28 pm

Essa era mais uma daquelas invenções que você pensa ao ver:
- Poxa, por que ninguém pensou nisso antes?

Kindle, da Amazon, é um gadget que realmente veio pra ficar. Era o que todo mundo pensava.

Kindle da Amazon

Trata-se um pequeno display, da altura de um lápis, mais fino que um caderno e da largura para caber na mão. Nele é possível ler livros como se você segurasse um, ou milhares deles, de uma única vez. São mais de 150 mil livros disponível para compra via wireless. Ah, e você não paga o wireless – o Kindle fica on-line o tempo todo. Basta estar em um lugar com wireless que a conexão é por dele – é conectar, comprar, e ler. Você ainda pode receber seus jornais diariamente como o The New York Times, ou ler suas revistas como Time e Forbes, com fotos e tudo. Basta estar on-line. E pode ainda acessar o feed dos principais blogs da Internet e até ouvir audio-books. Com um cabo USB você transfere do seu computador seus documentos em Word ou seus e-mails, e lê com comodidade na hora que quiser, em uma tela de excelente qualidade, sem reflexo, e em bom tamanho.

Quer mais vantagem?

Tudo que você compra via Kindle custa até 80% mais barato. Muito mais vantajoso. Você tem todos (ou quantos o seu dinheiro permitir) livros em um único lugar, na palma da mão, sem ocupar espaço (nem na sua mochila nem na sua estante) e ainda paga 70% a menos. Assim como a música on-line pressionou a indústria fonográfica a repensar o preço final de um CD, o Kindle com certeza forçaria as editoras a cobrarem menos nas suas publicações. Imaginem, ter um bom livro por $20 e uma revista por $2 iria fazer do Kindle um sucesso de vendas também no Brasil.

Mas não foi bem assim. O Kindle vendeu muito na semana de lançamento, esgotando em poucas horas, mas logo em seguida usuários e first-users começaram a ver que o brinquedinho poderia ser muito mais inteligente, como o iPod, por exemplo. Uma tela colorida, uma diversidade maior de acessórios, maior acessibilidade e porque não, a conectividade com outros Kindle começaram a ser precebidas como necessidades.

Já me perguntava: quando as empresas vão pensar primeiro em conectividade depois de funcionalidade? Mas talvez eu esteva errado. Talvez isto seja apenas uma estratégia da Amazon para lançar novas e novas versões do Kindle periodicamente, cada vez com mais funcionalidades, cada vez com mais conectividade. Assim como foi e é com o iPod.

Hoje o Kindle ainda vende muito bem depois de 6 meses de lançamento, e uma nova versão promete aparecer em breve para alavancar ainda mais as vendas. Eu aposto que sim, o Kindle veio pra ficar, e que vai vir (em breve – tomara) para o Brasil, ser uma febre como foi nos Estados Unidos.

Assim como o iPod serve para ouvir música, o Kindle serve para ler livros. E isso os dois fazem melhor do que ninguém.

Preço: US$ 399
Onde comprar: Amazon.com

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