Prontofalei

March 10, 2009

Go.Ronaldo by Visa

Foto por Robson Fernandjes/AE

No domingo passado muitos assistiram a volta triunfal de Ronaldo, o Fenômeno.

Depois de um gol lindo do Palmeiras, o Corinthians ia perdendo o jogo quando entra Ronaldo. Ainda acima do peso, parecendo desengonçado, o craque entra no fim do jogo e parecendo mágica, consegue o empate aos 47 minutos do segundo tempo.

Agora imaginem a felicidade das dezenas de anunciantes que colocaram suas placas nas laterais do estádio em Presidente Prudente? A volta do Fenômeno é considerado um evento mundial, e suas marcas foram projetadas em diversos países. E mais, imaginem a felicidade do pessoal da Visa, lançando seu novo conceito GO.Visa em um jogo que foi exibido em todo canto do mundo?

Eu que sempre achei o São Paulo Futebol Clube a melhor empresa de esportes do Brasil, tenho que tirar o chapéu para o Corinthians.Ronaldo trouxe muito benefícios em termos de contratos, patrocínios e mídia espontânea para o clube. Segundo esse site, o clube levou em tornou de R$400mil com este patrocínio. E olha que ele nem precisava ter feito gol.

Foto por Robson Fernandjes/AE

February 26, 2009

Você trocaria de time?

Filed under: Negócios, Variados — Tags: , , , , , , , , , — Danilo Idman @ 12:40 pm

Estava lendo uma entrevista na Época Negócios com Fabio Barbosa, presidente do Grupo Santander no Brasil, e achei interessante a maneira que ele explica como as pessoas se relacionam, principalmente nas empresas. Ele usou um exemplo bem didático, e que a gente pode colocar em prática em quase tudo na nossa vida, mesmo fora do trabalho.

Fábio explica que hoje em dia, tudo dura menos. Os casamentos são mais curtos, os produtos que compramos duram menos, as pessoas trocam mais de parceiros, de amigos, de carro, de roupa, e de emprego, claro. Mas por que as pessoas não trocam de time de futebol?

Fabio Barbosa conseguiu dar um sentido mais real para aquele velho jargão onde diz que as pessoas devem “vestir a camisa” quando se envolvem com algo. Quando torcemos para um time de futebol, somos fanáticos, nos identificamos com a filosofia do clube, com os jogadores, com o técnico. Enfim, um time de futebol é algo que escolhemos por que gostamos e nos relacionamos por livre e espontânea vontade.

Muita mulher não entende porque os homens são tão fanáticos por um time de futebol, já que eles não ganham nada em troca ao ficar horas na frente da TV torcendo por outros homens correndo atrás de uma bola. Mas é a identificação com alguma coisa que faz a gente se relacionar. Relacionar-se é identificar-se primeiramente com uma causa comum. A partir do momento que nos identificamos com algo que nos dá algum benefício, seja ele tangível ou intangível, criamos a forma de relacionamento mais excepcional de todas: a paixão.

Não importa se os casamentos duram pouco, ou se todo mundo muda de emprego com muita frequência. A maneira mais fácil de manter alguém ligado a alguma coisa é a paixão.

Eu não tenho uma paixão pelo São Paulo, mas a cada dia que passa visto mais e mais a camisa tricolor.

November 28, 2008

A aventura em andar de lotação a noite em São Paulo

Filed under: Negócios — Tags: , , , , , , , — Danilo Idman @ 10:26 am

Ontem vivi uma aventura e tanto. Eram mais de 2 horas da manhã quando saí de um encontro com amigos próximo aos Jardins, em São Paulo, e estava próximo a Avenida 9 de Julho, um intenso corredor de ônibus da cidade. Resolvi economizar no táxi e tentar pegar um ônibus de volta para casa, em plena madrugada paulistana. É inconcebível uma cidade do tamanho de São Paulo não ter um transporte coletivo eficiente, mesmo no período noturno, já que as pessoas por aqui trabalham 24 horas por dia.

Para a minha surpresa, ao invés de um ônibus, apareceu uma lotação, e resolvi arriscar e ver no que ia dar. Acabei vivendo uma experiência única, e enquanto tentava sobreviver não voando pela janela, observei como as pessoas lidam com negócios mesmo nas classes mais humildes da população.

Não foi estranho ver os pontos de ônibus cheios de gente, muitos saindo do trabalho, outros indo trabalhar, e outros simplesmente voltando de uma noitada. São pessoas que moram distante, e que dependem do transporte público como única opção.

A lotação fazia o trajeto Praça da Bandeira no centro até o Jardim Ângela, periferia no extremo Zona Sul de São Paulo, considerado um dos locais mais pobres da cidade. Como o transporte “alternativo” de passageiros é proibido na cidade, a lotação – composta de um motorista e um assistente responsável pelas passagens – só circula de madrugada, tentando garimpar passageiros que esperam por ônibus com mais de uma hora de intervalo.

A regra para os donos da lotação ganharem mais dinheiro em uma noite é bem simples: quanto mais viagens eles fizerem entre um trecho e outro, mais eles ganham. Para isso, o motorista precisa correr, e correr muito. Eu sentei próximo da entrada, e em alguns trechos dos largos corredores que cruzam os Jardins, ele alcançava até 90 Km/h em um micro-ônibus com aproximadamente 20 passageiros.

De repente, percebo que o motorista não estava correndo apenas para fazer mais viagens. Havia um ônibus com destino ao Terminal Santo Amaro vindo logo atrás. Isto significa que ele tem que correr mais ainda para chegar antes às paradas, senão, os passageiros dariam preferência para pegar o ônibus e não a lotação. Ao utilizar o ônibus municipal, os passageiros podem usar o Bilhete Único, cartão que dá direito a fazer integrações gratuitas em até 3 horas, e que não é aceito nas lotações.

Agora o motorista corria para fazer mais viagens e ainda, para chegar antes do ônibus que vinha logo atrás. Eu me segurava para não voar pela janela, tamanha a velocidade que o motorista atingia entre uma parada e outra. Seu assistente, o cobrador, colocava a cabeça para fora da janela ao chegar nos pontos e gritava uma infinidade de lugares por onde a lotação iria passar. O assistente apressava as pessoas para subir no veículo, visto que eles precisavam correr sempre para ficar na frente do ônibus.

Imaginem a minha surpresa, quando percebi que o ônibus que vinha atrás não estava apenas preocupado em pegar passageiros. O motorista do ônibus estava disputando uma corrida com o da lotação, por isso chegava tão próximo do nosso veículo a ponto dos dois se emparelharem em plena Avenida Santo Amaro.

Não entendi o interesse do ônibus em passar na frente da lotação, já que o motorista teria o mesmo salário no final do mês transportando 1 ou 100 passageiros. Mas foi interessante ver a garra que os condutores da lotação tinham em ganhar mais passageiros: precisavam fazer mais viagens em um menor tempo possível, precisavam passar nos pontos antes dos ônibus, e ainda escapar de um motorista-obsessivo que tentava a todo custo atrapalhar o negócio deles.

Foi também interessante perceber a correria que aqueles dois, motorista e cobrador, vivem todas as noites. Curioso como sempre fui, perguntei se eles trabalhavam também pela manhã, e advinha qual foi a resposta: um era motorista e o outro cobrador das linhas municipais da cidade.

Acho que com essa experiência, misto de aventura, é possível percebermos que existem relações de negócios em qualquer situação, em qualquer lugar do mundo, e em qualquer classe social. A diferença é a forma como as coisas são negociadas e a moeda corrente.

Em terra de cegos, quem tem um olho é rei. A cartilha pela qual esses trabalhadores rezam é a do olho por olho, dente por dente, e quem não se arrisca, não ganha o pão no final do dia. Quem corre mais, ganha mais, e o importante é sempre estar na frente do seu concorrente, não importa o tamanho dele.

Para fechar com chave de ouro a minha aventura pela madrugada de São Paulo, em uma das paradas da lotação, algum passageiro grita ao cobrador do lado de fora:

- Pode passar por baixo cobrador?

E o cobrador responde:

- Só se for por baixo da roda…

August 29, 2008

Você já fez um tour por alguns bares?

Filed under: Variados — Tags: , , , , , — Danilo Idman @ 12:37 pm

Pop's Bagels e Coffee
Pop’s Bagels & Coffe São Paulo

Reúna os amigos em casa logo após o expediente: dois publicitários, um jornalista e um economista.

Faça um esquenta com cerveja, ouvindo uma música animada e jogando conversa fora.

Chame um táxi. A diversão continua.

Vá para aquele barzinho gostoso que você não frequenta há algum tempo. Aproveite a noite agradável de inverno, que mais parece de verão, papeando na calçada.

Depois de umas duas cervejas, vá para outros bares da redondeza, afinal, você que está em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte ou qualquer outra grande capital, sempre tem o poder de escolha nas suas mãos, ou na sola dos seus pés.

Isso é uma ótima oportunidade para conhecer lugares novos, e transformar a noite com amigos em um programa variado, intenso, e que ainda vale assunto para um post ou uma twittada.

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