Prontofalei

December 3, 2008

Plantar mais ou exportar mais?

A dúvida agora é: preservar nossos biomas como a Floresta Amazônica, Pantanal, Serra do Mar, Caatinga e Cerrado, ou liberar mais terras para produção de alimentos, criação de gado e produção de biocombustíveis?

Pelo Senado brasileiro corre em aprovação incluir o Cerrado e a Caatinga como patrimônio ecológico do Brasil, assim como a Amazônia. Isto implica em leis mais severas contra desmatamento, o que em tese não significa uma fiscalização mais intensa contra estes crimes ambientais, já que o desmatamento também é proibido na Floresta Amazônica, e acontece mesmo assim.

A pergunta que muitos já fazem é: devido a crise financeira e a queda nas exportações, será que o governo brasileiro vai mesmo abrir mão de produzir mais em troca de proteger o meio-ambiente e todo aquele papo de aquecimento global?

Itália, Alemanha e Polônia dão sinais de não concordar sobre o acordo europeu para redução da emissão de dióxido de carbono em 20% até 2020, já que isso causaria grande impacto na economia destes países, e, devido a crise, esta hipótese seria inconcebível.

E o Brasil? Continua inabalado pela recessão mundial e mantém suas metas, ou será que vamos abrir mão do Chapada dos Guimarães em troca de algumas cabeças de boi para a Europa?

December 2, 2008

Reinvente-se para 2009

Filed under: Inovação, Negócios, Tendência — Tags: , , , , , — Danilo Idman @ 12:19 pm

É impossível não falar de problemas nesse final de ano.

Vendas caindo, ações em baixa, empresas demitindo ou dando férias coletivas, mercado imobiliário e de automóveis esfriando, enfim, um ciclo vicioso onde uma peça que é alterada no jogo mexe com todas as outras. O conhecido efeito dominó.

Com as empresas sem crédito para comprar equipamentos, investir em tecnologia ou modernizar-se, é previsível uma queda na produção de bens e no consumo de serviços. Funcionários são dispensados das indústrias, e estes, agora deixam de comprar produtos de outras empresas, e que por sua vez novamente, entram no mesmo ciclo: demitem empregados, reduzem a produção, cortam gastos com comunicação, e por aí vai. Este é o cenário pessimista para 2009, mas há um fundo de esperança para quem tem o mínimo de criatividade para se reinventar.

Li em algum blog que, para enfrentar o próximo ano, o empreendedor tem que ter sangue frio. Discordo. Acho que ele precisa ter garra e criatividade, mas não sangue frio, que pra mim, significa agir de má fé, passar por cima dos outros e não poupar esforços para crescer, mesmo que isso signifique jogar sujo.

A queda no crescimento econômico que vamos enfrentar em 2009/2010 será mais uma oportunidade para novas idéias se concretizarem em novas empresas, ou ainda, uma oportunidade para empresas que não acordaram para os novos modelos de gestão perceberem que o momento clama por atitudes inovadoras.

2009 será um ano de incertezas. É impossível prever a economia mundial daqui a um mês. Depois de uma década de crescimento intenso e estável, ficou impossível fazer previsões a curtíssimo prazo, e isso muitas vezes dificulta a elaboração de um plano de negócios ou de comunicação para um período maior, até mesmo de um ano.

Os profissionais de negócios agora devem traçar suas estratégias com um olho no curto e outro no longo prazo. Devem prever obstáculos no caminho, causados pela concorrência, pelos consumidores e claro, pela economia e política mundial. E esta é um dos fatores mais importante para se dar bem em 2009: acompanhar atento para onde a economia e a política, não só brasileira, caminham no novo ano. A posse de Barack Obama em Janeiro provocará uma nova reviravolta no mundo dos negócios, e só quem tiver a maleabilidade de se reinventar em tão pouco tempo, conseguirá passar sem muitos arranhões por este período de turbulência mundial.

October 24, 2008

O Contador de histórias

Filed under: Inovação, Mercado e Consumo, Negócios, Propaganda — Tags: , , , — Danilo Idman @ 12:04 am

Toda criança gosta de ouvir histórias. O poder de uma história leva a criança a um mundo de sonhos, um mundo mágico, diferente do mundo real. Ela se vê em um conto de fadas, com príncipes e princesas, uma terra onde os animais falam, as bonecas são bebês e os carros voam. Mas não são só as crianças que se fascinam com histórias e se deixam sonhar. Os adultos também. Só que as histórias são outras. E os sonhos também.

Quando uma pessoa lhe conta como foi o fim de semana dela na praia, a primeira atitude que sua mente toma, é tentar montar o local, as pessoas, a situação como um todo. Os adultos não mais fantasiam como faziam quando crianças. Eles agora imaginam.

Contar uma história é muito diferente de fazer um monólogo. Existem pessoas que não conseguem contar histórias. Elas simplesmente empurram um caminhão de fatos e situações dentro da sua cabeça e querem que você as compreenda. Não há chance de você raciocinar, juntar as peças, e imaginar como seriam tais fatos e situações, e aí sim, poder compreender.

Uma história bem contada faz sua imaginação ir além. Faz pensar em coisas que você nem sabe o que são.

Se interpretarmos o que é contar uma boa história em matéria de negócios, um bom exemplo seria o discurso de um vendedor na hora de fazê-lo comprar um produto. Imagine-se dentro de uma concessionária de veículos, e um vendedor lhe mostra o último lançamento do ano. Um carro elegante, repleto de opcionais, na cor que você acha mais bonita. Ele usa de diversas táticas para fasciná-lo e enfim comprar o carro. E você se imagina dentro dele, dirigindo para todo lugar que quiser. Isso nada mais é que uma boa história contada. Um texto que consegue mexer com a imaginação das pessoas.

Se existe alguma coisa que as pessoas devam re-aprender, é contar histórias. Boas histórias. Usar argumentos que façam você imaginar, sonhar. Visualizar cenas que não existem, mas que seriam perfeitas se fossem reais.

Talvez a fórmula para envolver os consumidores esteja em contar boas histórias. Vamos aproveitar a oportunidade de fazer as pessoas imaginarem um mundo diferente do que elas vivem. Vamos imaginar um mundo mágico, de sonhos, ao invés de engolir um monte de fatos e situações que a gente nem têm chance de compreender.

Tenho certeza que se contarmos mais histórias ao invés de empurrar idéias e conceitos goela a baixo, a chance de nos relacionarmos melhor uns com os outros, é muito mais fácil e mais duradoura.

October 13, 2008

Segura o folheto que eu te dou um doce!

Filed under: Variados — Tags: , , , , , , , , — Danilo Idman @ 1:05 pm

Legal é você sair de uma padaria e ganhar uma sobremesa patrocinada pela Gafisa.

Esta é a ação que a Gafisa tem feito com algumas padarias de São Paulo, próximas ao local de alguns de seus lançamentos imobiliários. A Gafisa tenta algo diferente do que distribuir folhetos no semáforo, e a padaria ainda ganha uma degustação das suas sobremesas pagas pela construtora. Enfim, nada que ninguém tenha visto antes.

September 29, 2008

Consultoria em Criação

Já pensou poder contratar apenas um departamento de criação ao invés de toda uma agência?

E se você precisasse só de uma idéia, de um conceito, de alguém que analise o mercado e lhe diga por onde atacar?

É sobre isso que a Fullcircle Criação faz: você contrata um departamento de criação e planejamento, que juntos, conseguem resolver com criatividade um problema visando sempre trazer mais lucros para seu negócio.

August 1, 2008

O efeito surpresa

Filed under: Negócios, Propaganda — Tags: , , — Danilo Idman @ 7:02 pm

Inovação.

Nunca essa palavra esteve tão na moda. O efeito inovação, que hoje preocupa e é palavra de ordem em toda empresa, pode ser traduzido em algo que todo mundo já experimentou ao menos uma vez na vida: o efeito surpresa.

O efeito surpresa nada mais é que sair na frente. Quem inova sempre tem mais chances de se dar bem do que alguém que copia. Tudo que causa surpresa, questionamento, ou até mesmo um estranhamento, é uma inovação, algo pelo qual você não esperava.

Inovar é surpreender. É ver algo e dizer: que ducaraleo!

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