Essa era mais uma daquelas invenções que você pensa ao ver:
- Poxa, por que ninguém pensou nisso antes?
Kindle, da Amazon, é um gadget que realmente veio pra ficar. Era o que todo mundo pensava.

Trata-se um pequeno display, da altura de um lápis, mais fino que um caderno e da largura para caber na mão. Nele é possível ler livros como se você segurasse um, ou milhares deles, de uma única vez. São mais de 150 mil livros disponível para compra via wireless. Ah, e você não paga o wireless – o Kindle fica on-line o tempo todo. Basta estar em um lugar com wireless que a conexão é por dele – é conectar, comprar, e ler. Você ainda pode receber seus jornais diariamente como o The New York Times, ou ler suas revistas como Time e Forbes, com fotos e tudo. Basta estar on-line. E pode ainda acessar o feed dos principais blogs da Internet e até ouvir audio-books. Com um cabo USB você transfere do seu computador seus documentos em Word ou seus e-mails, e lê com comodidade na hora que quiser, em uma tela de excelente qualidade, sem reflexo, e em bom tamanho.
Quer mais vantagem?
Tudo que você compra via Kindle custa até 80% mais barato. Muito mais vantajoso. Você tem todos (ou quantos o seu dinheiro permitir) livros em um único lugar, na palma da mão, sem ocupar espaço (nem na sua mochila nem na sua estante) e ainda paga 70% a menos. Assim como a música on-line pressionou a indústria fonográfica a repensar o preço final de um CD, o Kindle com certeza forçaria as editoras a cobrarem menos nas suas publicações. Imaginem, ter um bom livro por $20 e uma revista por $2 iria fazer do Kindle um sucesso de vendas também no Brasil.
Mas não foi bem assim. O Kindle vendeu muito na semana de lançamento, esgotando em poucas horas, mas logo em seguida usuários e first-users começaram a ver que o brinquedinho poderia ser muito mais inteligente, como o iPod, por exemplo. Uma tela colorida, uma diversidade maior de acessórios, maior acessibilidade e porque não, a conectividade com outros Kindle começaram a ser precebidas como necessidades.
Já me perguntava: quando as empresas vão pensar primeiro em conectividade depois de funcionalidade? Mas talvez eu esteva errado. Talvez isto seja apenas uma estratégia da Amazon para lançar novas e novas versões do Kindle periodicamente, cada vez com mais funcionalidades, cada vez com mais conectividade. Assim como foi e é com o iPod.
Hoje o Kindle ainda vende muito bem depois de 6 meses de lançamento, e uma nova versão promete aparecer em breve para alavancar ainda mais as vendas. Eu aposto que sim, o Kindle veio pra ficar, e que vai vir (em breve – tomara) para o Brasil, ser uma febre como foi nos Estados Unidos.
Assim como o iPod serve para ouvir música, o Kindle serve para ler livros. E isso os dois fazem melhor do que ninguém.
Preço: US$ 399
Onde comprar: Amazon.com