Prontofalei

March 2, 2009

Papariquem-me

Filed under: Inovação, Mercado e Consumo, Negócios, Propaganda — Tags: , , — Danilo Idman @ 5:33 pm

Um grande desafio empresarial no momento é conseguir ser visto (num mar de informações) e escolhido (num mar de ofertas e oportunidades diversas). Hoje, o consumidor escolhe aquilo que lhe proporciona uma experiência mais interessante, desperta sua simpatia, gera um sentimento de confiança, identificação.
De HSM – O futuro e a economia criativa.

É isso mesmo. Cansado de tantas propaganda que empurram goela abaixo coisas que a gente nem sequer precisa, o consumidor do futuro terá de ser paparicado, e para isso, as empresas precisam criar o tão sonhado “relacionamento”, isto é, não mais tentar vender nada, e sim puxar o cliente para uma conversa, bem coisa de amigo mesmo, manja?

February 12, 2009

Você se lembra do Mappin? E da Mesbla?

mappin por caduro martino

Você se lembra da Stella Barros Turismo?
E da Mesbla e do Mappin?

Pakalolo, Jumbo Eletro, TransBrasil, Gurgel, Bamerindus…

Se você tem mais de 20 anos provavelmente deve lembrar de alguma destas marcas acima. Todas elas não existem mais. Mas hoje lendo um artigo na HSM, pergunto:

O que estas marcas ainda significam pra você, mesmo elas não existindo mais por terem falido?

Você dá mais valor a uma marca ou para os serviços e produtos da empresa em si?

June 17, 2008

Freeconomics e a Pirataria

Filed under: Inovação, Internet, Negócios — Tags: , , , — Danilo Idman @ 1:01 pm

Não dou mais um ou dois para aprovarem uma lei mais ou menos assim:

Fazer o download de músicas ou vídeos na Internet ou comprar CDs e DVDs em vendedores ambulantes não é mais considerado crime.

Acho que não adianta mais lutar contra a pirataria. Vamos dar as mãos e ser felizes.

As gravadoras hoje percebem que podem lucrar mais com os shows de seus artistas do que com a venda de CDs. Os grandes estúdios já entenderam que a grana boa vem das exibições em cinemas, e não da venda de DVDs.

Não entendo porque os estúdios de cinema se preocuparam por tanto tempo em proibir a pirataria de DVDs? Eles davam lucro para os estúdios? Nunca! Na era do VHS eles só vendiam fitas para as video-locadoras, e olhe lá.

Chris Anderson da Revista WiredNa última edição da revista HSM Management, uma entrevista com Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, fala exatamente sobre a gratuidade de algumas coisas. Se as pessoas ouvirem mais a minha música elas podem ir mais ao meu show. Mesmo que o preço de um ingresso seja exorbitante, ver um artista ao vivo é muito mais significativo do que ouvir um CD. Então vamos distribuir CDs e DVDs de graça.

Mas por que só agora os CDs podem ser distribuídos de graça? Chris Anderson explica que só agora as gravadoras e estúdios entenderam que o lucro com a venda de um CD ou DVD era tão microscópico que poderia ser de graça. Sendo assim, vamos oferecer CDs esperando que as pessoas venham até o meu show. E como fazer com que estes CDs alcance a maior quantidade de pessoas? Deixe que elas mesmas distribuam os CDs para você, seja através da Internet ou pelo comércio informal. Assim simples, sem nenhum custo adicional.

A matéria de Chris Anderson da Wired prevê o que já era óbvio: a Internet será totalmente gratuita em todos os sentidos, e isto tem afetado diversos outros setores da economia que hoje reformulam seus modelos de negócios transformando segmentos inteiros em negócios gratuitos. Há uma regra em economia que diz:

Se um produto tem seu preço reduzido pela metade a cada 18 meses, o produto, teoricamente, poderia ser dado de graça.

Isso aconteceu com os aparelhos de celular, com a conexão na Internet, com o armazenamento de dados e hoje acontece com CDs e DVDs. O cantor Prince distribui mais de 2 milhões de cópias de seu último álbum gratuitamente, e com isso conseguiu lotar 21 apresentações de seu show na Europa.

Na área de telecomunicações, na minha opinião, seria muito mais fácil vender o serviço de chamadas – afinal, um celular serve prioritariamente para fazer ligações – e comercializar apenas os aparelhos. Acho que não deve haver diferença de tarifas se eu ligo de um celular para um fixo ou para um celular de outra operadora. O lucro deveria vir da venda de aparelhos, assim cada um escolhe o aparelho com a quantidade de funções que desejar, porém, fazer ligações, seria gratuito.

Pensemos mais onde a freeconomics pode chegar, e com certeza muita serviço e produto seria comercializado em um modelo totalmente novo de negócios.

E você? Qual sua opinião sobre isso?

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