Prontofalei

August 7, 2008

O Dimdim une as pessoas

Filed under: Internet — Tags: , , , , — Danilo Idman @ 7:34 pm

Precisa fazer uma reunião? Você está no Brasil e seu amigo no Japão? Dimdim é a solução! Não, não é din-din de dinheiro, é Dimdim, um serviço de web-conferência. Para quem nunca conseguiu fazer uma conferência via internet com os colegas porque só achou alternativas caras, complicadas ou limitadas, deve experimentar tudo o que o site dimdim.com tem a oferecer. A promessa é instigante e as características interessates.

Pra começar o Dimdim segue a moda de serviços de qualidade de graça, e segue também outra tendência muito importante que está se firmando na web, a de aplicativos sem a necessidade de downloads e instalações. Ou seja, você se inscreve no site e pronto! Como dizem os americanos: “it just works”.

As características do serviço gratuíto ultrapassam o que seria básico mas também há funções exclusivas para planos pagos. Você pode criar uma sala onde os participantes podem interagir com áudio e vídeo, claro, mas também com compartilhamento de tela do desktop, slides, documentos, anotações, quadro de desenho e tudo mais o que é necessário para uma boa conferência digital assim como numa real. Novos participantes podem ser convidados a se juntarem à reunição com dois cliques. Também é possível gravar a apresentação ou falar em particular com uma determinada pessoa. Chamada por VoIP é uma das novidades da última versão do site que existe desde fevereiro de 2006. Há também opção de selecionar uma opção que equivale à “levantar a mão para uma pergunta” como numa reunião normal, e outra que permite o apresentador a esconder a lista de participantes na sala assim eles não vêem os nomes e nem podem se comunicar uns com os outros. Agendamento de reuniões, calendário e integração com o Outlook, e tantas outras funções tornam o serviço completo. Se você tem Windows ou Mac, webcam, microfone e banda larga, já está preparado. Basta se inscrever e pronto!

Dimdim: http://www.dimdim.com

July 18, 2008

Madonna Marketeira

Filed under: Tendência — Tags: , , — Danilo Idman @ 11:46 pm

Madonna nunca dá ponto sem nó. Com certeza é uma das pessoas que mais entende de marketing pessoal no mundo. Mas infelizmente, nunca cantou muito bem, e a única coisa que a faz até hoje um sucesso é sua capacidade de sair na frente. Sempre lançou moda, sempre soube se reinventar e acompanhar os passos rápidos que o mundo vem dando nas últimas décadas.

As vendas de seu último álbum Hard Candy (Lançado em Abril de 2008) não iam muito bem. Óbvio, ninguém mais consegue vender muitos discos como antigamente. O número de pessoas que hoje compram um CD pirata ou fazem downloads na Internet cresceu e muito. Segundo o IBOPE//NetRatings, no 1º trimestre, 41,5 milhões de pessoas declararam ter acesso à rede em qualquer ambiente no Brasil, seja no trabalho, em casa, na escola ou na casa de amigos. Com tanto brasileiro ligado na Internet, é impossível esperar que todos paguem R$40 na compra de um único cd, sendo que com o mesmo valor você contrata um serviço de banda larga e consegue ouvir a música de todos os cds que quiser. Sites como Last.fm, rádios online, e até mesmo o Orkut permitem que você ouça a música que quer, em ótima qualidade, sem pagar nada por isso.

Olhando este cenário, Madonna resolveu voltar ao Brasil para 4 show no final de 2008 depois de 15 anos. Agora compensa voltar.

Comprar cds é coisa de colecionador. As pessoas perceberam que vale mais a pena pagar para ver o artista ao vivo do que só ouví-lo.

Há 15 anos atrás, jovens compravam fitas K7, e ficavam atentos aos locutores das rádios FM torcendo para que ninguém abrisse a boca durante uma música que estava sendo gravada. Esta mesma fita K7 tocava nas festas de aniversário, em casa, no toca-fitas do carro, e ninguém pagava nada por esta música gratuita. Então por que pagar hoje para ouvir uma música? Os tempos mudaram: antes era o K7, hoje o CD. Antes o video-cassete, hoje o DVD. Ontem o Master System, hoje o Wii.

DVDs, CDs, jogos para videogame não serão mais comercializados. Chris Andersen, editor chefe da Wired, falou muito sobre isso em uma entrevista á última edição da HSM Managemente. Tudo será dado de graça, como brinde, ou uma ação de patrocínio. As empresas hoje pagam para aparecer nos filmes ou para colocar seus anúncios entre as fases dos jogos de videogame ou mesmo na própria cena do jogo.

E os artistas da música? Como ganharão dinheiro? Eles sempre ganharam com seus shows pelo mundo. a diferença é que hoje estes shows estão bem mais caros. Mas claro, vale muito mais a pena pagar para ver um artista como Madonna, ali, na sua frente, mesmo que a 200m de distância. Mas ao menos você esteve lá, compartilhou do mesmo ambiente do seu ídolo. O valor alto do ingresso é compensado facilmente pelo valor emocional que isso lhe proporciona, e que este não é o mesmo valor de comprar um CD apenas para ouvir o artista. Isso a gente faz de graça se quiser. Basta comprar um CD pirata, ouvir online ou fazer um download.

A vinda de artistas internacionais a países nunca antes visitados será cada vez mais frequente. Estes artistas hoje conseguem patrocínios pelas mesmas empresas que sempre negociaram sua vinda a um determinado país, mas que sem o valor alto dos ingressos não compensaria na “logística econômica” da produção de uma turnê.

Uma entrada para o show de Madonna no Brasil será para a maioria exorbitante, mas mesmo os artistas brasileiros hoje cobram caro por um ingresso. Para assistir ao show de Ana Carolina no mês passado, os valores estavam entre R$ 70 a R$ 170. Mas agora pare e pense: o valor mínimo de um ingresso é apenas 2 ou 3 vezes mais que o valor de um único CD.

Eu ouço meu cantor favorito de graça se eu quiser. Mas ver um ídolo ao vivo, não tem preço.

June 17, 2008

Freeconomics e a Pirataria

Filed under: Inovação, Internet, Negócios — Tags: , , , — Danilo Idman @ 1:01 pm

Não dou mais um ou dois para aprovarem uma lei mais ou menos assim:

Fazer o download de músicas ou vídeos na Internet ou comprar CDs e DVDs em vendedores ambulantes não é mais considerado crime.

Acho que não adianta mais lutar contra a pirataria. Vamos dar as mãos e ser felizes.

As gravadoras hoje percebem que podem lucrar mais com os shows de seus artistas do que com a venda de CDs. Os grandes estúdios já entenderam que a grana boa vem das exibições em cinemas, e não da venda de DVDs.

Não entendo porque os estúdios de cinema se preocuparam por tanto tempo em proibir a pirataria de DVDs? Eles davam lucro para os estúdios? Nunca! Na era do VHS eles só vendiam fitas para as video-locadoras, e olhe lá.

Chris Anderson da Revista WiredNa última edição da revista HSM Management, uma entrevista com Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, fala exatamente sobre a gratuidade de algumas coisas. Se as pessoas ouvirem mais a minha música elas podem ir mais ao meu show. Mesmo que o preço de um ingresso seja exorbitante, ver um artista ao vivo é muito mais significativo do que ouvir um CD. Então vamos distribuir CDs e DVDs de graça.

Mas por que só agora os CDs podem ser distribuídos de graça? Chris Anderson explica que só agora as gravadoras e estúdios entenderam que o lucro com a venda de um CD ou DVD era tão microscópico que poderia ser de graça. Sendo assim, vamos oferecer CDs esperando que as pessoas venham até o meu show. E como fazer com que estes CDs alcance a maior quantidade de pessoas? Deixe que elas mesmas distribuam os CDs para você, seja através da Internet ou pelo comércio informal. Assim simples, sem nenhum custo adicional.

A matéria de Chris Anderson da Wired prevê o que já era óbvio: a Internet será totalmente gratuita em todos os sentidos, e isto tem afetado diversos outros setores da economia que hoje reformulam seus modelos de negócios transformando segmentos inteiros em negócios gratuitos. Há uma regra em economia que diz:

Se um produto tem seu preço reduzido pela metade a cada 18 meses, o produto, teoricamente, poderia ser dado de graça.

Isso aconteceu com os aparelhos de celular, com a conexão na Internet, com o armazenamento de dados e hoje acontece com CDs e DVDs. O cantor Prince distribui mais de 2 milhões de cópias de seu último álbum gratuitamente, e com isso conseguiu lotar 21 apresentações de seu show na Europa.

Na área de telecomunicações, na minha opinião, seria muito mais fácil vender o serviço de chamadas – afinal, um celular serve prioritariamente para fazer ligações – e comercializar apenas os aparelhos. Acho que não deve haver diferença de tarifas se eu ligo de um celular para um fixo ou para um celular de outra operadora. O lucro deveria vir da venda de aparelhos, assim cada um escolhe o aparelho com a quantidade de funções que desejar, porém, fazer ligações, seria gratuito.

Pensemos mais onde a freeconomics pode chegar, e com certeza muita serviço e produto seria comercializado em um modelo totalmente novo de negócios.

E você? Qual sua opinião sobre isso?

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