Prontofalei

July 11, 2009

O efeito Michael Jackson

A morte de Michael Jackson mostrou outro fato curioso sobre as mudanças que a Internet casou em nosso cotidiano.

Nos dias atuais é impossível bater o recorde de vendas que o álbum Thriller obteve.

Primeiro porque as pessoas já não compram tanta música quanto naquela época (hoje fazemos downloads, muitos deles não contabilizam vendas a.k.a. pirata, baixar música, etc), e segundo porque existem tantos artistas sendo lançados de uma hora pra outra na Internet e nas rádios, que não há mais espaço para grandes fenômenos, reis e rainhas de alguma coisa.

Eu diria que Amy Winehouse foi a última a ganhar uma notoriedade acima da média, e é provável que até a população dos lugares mais remotos da Tanzânia já tenham ouvido falar dela. Para mim, quando isso acontece, a pessoa torna-se um mito.

E o que é um mito? Alguém muito conhecido, ou alguém que fez história?

A morte de Michael Jackson fez com que o mundo voltasse a ouvir suas músicas, revivesse sua carreira e lembrasse que ele ainda existia. Aposto que existem mais pessoas no mundo que já ouviram falar de Michael Jackson do que Albert Einstein.

Pense naquele senhor de idade que vive numa cidade isolada no sertão nordestino. Ele com certeza nunca ouviu falar de Einstein, mas deve até saber imitar o Michael. Isso é um mito. E mitos são pop, que vem de popular.

O que faz um mito, é a sua popularidade, e não só o conjunto de sua obra.

Com a Internet, quem ainda nunca tinha ouvido Michael Jackson, pôde ouvir. E a sua popularidade cresceu. Michael não morreu, viralizou-se.

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