É inevitável. Às vezes o baque que tomamos é mais forte que o de costume.
É como navegar com uma canoa em mar aberto: é impossível saber pra onde você vai, mas você sabe que vai apanhar muito até chegar em algum lugar.
é mais ou menos por aí.
É inevitável. Às vezes o baque que tomamos é mais forte que o de costume.
É como navegar com uma canoa em mar aberto: é impossível saber pra onde você vai, mas você sabe que vai apanhar muito até chegar em algum lugar.
é mais ou menos por aí.

Porque se bicha quando morre vira purpurina, com o Clodovil dá pra tirar qualquer empresa da crise.
Apesar de tudo foi um personagem e tanto. Vai deixar história.
Não sei onde eu ouvi isso, mas achei interessante:
Os Estados Unidos serão o primeiro país a sair da crise.
E o Brasil será o último a entrar.
Eu adoro tomar uma cerveja na padaria da esquina. Sempre encontro algum figura para jogar conversa fora e falar sobre amenidades.
Estes dias atrás estava lá e fiz amizade com Robson no balcão, que estava conversando com meu amigo Bigode, dono da padaria. Robson mora próximo da Vila Olímpia, num quarto alugado numa espécie de hotel.
Nossa conversa começou sobre Ronaldinho e Richarlysson, ele corinthiano e eu são paulino. Em algum ponto o papo foi parar na crise financeira, e Robson me contou um pouco sobre comoisso afetou sua vida nos últimos meses.
Robson era dogwalker, uma profissão crescente em grandes centros como São Paulo, onde pessoas cobram um valor para passear com os cachorros de quem não tem tempo ou não gosta de levar o cachorro para passear. Chegava a tirar R$900 por mês passeando com os cachorros de Moema Vila Olímpia e Vila Nova Conceição. Mas aí veio a crise. E todo rico, novo rico, ou mesmo a classe média alta, cortaram muitos dos gastos supérfluos.

Segundo meu amigo Robson, nenhum pai de família vai preferir cortar a babá do filho do que o cara que passeia com o poodle da sua esposa. E nessa onda de cortes, Robson perdeu 90% dos seus clientes.
Desempregado fazia 3 meses, submeteu-se a trabalhar como servente de pedreiro para ganhar apenas R$ 600 por mês e sem registro em carteira.
De forma alguma Robson estava reclamando. Assim como eu, ele também estava super feliz por ter um trabalho, mas o interessante foi perceber que meu amigo Robson compartilhava da mesma visão de mundo que eu mesmo, mesmo nós dois sendo de universos bem diferentes.
Ele sabia que a queda no faturamento das empresas de seus patrões afetou diretamente o seu trabalho e sua profissão, e fez dele um desempregado por um tempo, e posteriormente, sofreu com a queda de mais de 30% da sua renda mensal. Ele também percebeu que as pessoas estão um pouco mais pobres, e que alguns mercados tendem a encolher, principalmente os de serviços considerados supérfluos, como por exemplo, o do profissional dogwalker.
O importante é se diversificar. Como disse Robson naquele dia pra mim na padaria, entre um copo e outro de Skol, só fica parado quem quer. Qualquer um sabe passear com um cachorro, e no momento de aperto foi a única solução que lhe apareceu. Agora em 2009, Robson precisou se re-inventar, e por mais que admita não saber muita coisa sobre construção civil, sabe que se tiver força de vontade, pode aprender muito e crescer ainda mais na profissão.
CRISE | Revistas nos EUA perderam 12% em paginas publicitarias
Se olharmos pelo lado bom, isso pode ser uma ótima oportunidade para se destacar no mercado.
Os anunciantes e empresas poderão anunciar mais em revistas, pois o preço vai cair.
Já as revistas poderão explorar mais a venda de anúncios e mídia também na Internet, oferecendo uma opção para os que não querem anunciar no meio impresso.
É só olhar a crise com outros olhos. Os de esperança, talvez.
Você já reparou na quantidade de placas de “Vende-se” nos veículos que rodam nas ruas?
Comentei com alguns amigos e eles notaram a mesma coisa: as pessoas estão vendendo seus veículos à moda antiga. As tradicionais feiras de veículos, onde pessoas vendem seus carros de forma direta (sem o intermédio de uma concessionária) estão mais cheias do que nunca aos domingos.
Imagino que isto aconteça devido às concessionárias quase não comprarem mais veículos usados. Com novas linhas de crédito e financiamentos prejudicados com a crise financeira, elas não têm dinheiro para comprar o carro dos clientes que venderiam os veículos para financiar um mais novo, por exemplo.
O jeito então é pedir ao filho que digite algumas linhas no computador e colar um papel no vidro do veículo. Os que precisam vender logo, colam um em cada vidro. É quase impossível dirigir com tanto papel colado.
Também vale colar o mesmo anúncio no quadro de avisos do prédio onde mora, no mural da empresa, ou apelar para anúncios no jornal ou Internet. E lógico, levar o carro em uma das tradicionais feiras de veículos.
Os brasileiros aos poucos voltam a fazer negócios à moda antiga, como nos velhos tempos, onde não se comprava um xampu em 10 pagamentos, ou uma cadeira em 21 meses e um carro em até 7 anos.
Ou será que isto é um reflexo precoce de que os endividados estão vendendo seus carros já a grana encurtou, o financiamento ficou caro demais, ou o desemprego bateu à porta?
Se lá nos Estados Unidos eles viveram uma crise imobiliária, com pessoas que não podiam pagar o financiamento de suas casas, quais as chances de viveremos uma espécie de crise automobilística, com pessoas que não conseguem pagar o financiamento dos veículos?
Agora pense comigo: se eu não consigo pagar meu carro financiado em 84 meses, conseguirei pagar minha casa em 240?
Fica aí a dúvida.
Powered by WordPress