Prontofalei

February 5, 2009

Working on TIVIT

Filed under: Internet, Mercado e Consumo — Tags: , , , — Danilo Idman @ 12:41 pm

Esta semana comecei a trabalhar em uma nova empresa.

Diferente de trabalhar em agências de propaganda, agora estou novamente na área de TI, responsável pelo design de interfaces de sistemas web da Tivit, uma empresa do Grupo Votorantim, uma das maiores empresas de Infraestrura e Serviços de Tecnologia do país.

A Tivit tem mais de 25.000 funcionários, 18 unidades do Brasil e atende mais de 300 clientes de grande porte como bancos, governo e até outras empresas de tecnologia.

Enquanto o mercado publicitário sofre com os cortes provocados pela crise econômica mundial, o mercado de TI tenta demitir menos e investir mais, segundo esta matéria publicada na Computer World.

O mais legal entre trabalhar numa grande corporação do que em uma empresa pequena, é a infra-estrutura que você tem para desenvolver seu trabalho da melhor forma, aliando a preocupação com o bem-estar do profissional.

Departamentos e cargos estruturados, código de conduta, políticas de segurança, um serviço de help desk, e até mesmo coisas que não encontramos comumente em empresas de pequeno e médio porte como um departamento de RH, ou a máquina de cafés e refrigerantes.

Tudo isso faz com que uma grande empresa torne-se mais atraente, e acho que é onde temos a oportunidade de aprender mais.

Já tenho 12 anos de Internet nas costas, e minha carreira se divide entre agências de propaganda e empresas de TI, mas uma coisa tenho a confessar: sou fascinado pelo dinamismo da publicidade, mas cada vez que trabalho em TI vejo que é muito mais útil ter regras e processos.

Rule the world, but follow the rules.

January 7, 2009

É feriado! Vamos trabalhar Brasil!

Passei meu ano novo com meus pais na cidade de Praia Grande, Baixada Santista, litoral sul de São Paulo.
A última vez que fui para lá era Agosto. A cidade estava calma, deserta, com poucas pessoas na areia mesmo com um solzinho agradável de inverno. A orla parecia linda, com todos os jardins desenhando a imensa faixa de areia, e eu vendo tudo de uma gigantesca varanda no 12° andar de frente para o mar. Praia Grande em Agosto parecia uma cidade fantasma, com suas casas de veraneio apagadas, quiosques vazios e comércio fechado. Era difícil achar um lugar aberto a meia-noite, e até os postos de combustível estavam fechados.
Mas nos feriados a cidade se transforma. Milhões de pessoas invadem as casas de veraneio. Os surpermercados superlotam, filas enormes surgem para comprar um simples pãozinho. Nas farmácias faltam aspirinas, os caixas eletrônicos não têm dinheiro suficiente, e uma cerveja é vendida quente por R$ 4,00, já que com o calor não há geladeira que aguente a demanda.
Para piorar o caos, muitos comerciantes resolvem fechar suas portas em um horário quase que comercial, alegando que precisam descansar. Descansar? E o que eles fazem nos dias do ano em que não é feriado?
A população de Praia Grande chega a ser 10 vezes maior durante o feriado de ano novo, e a cidade fica repleta de turistas que, mesmo sendo de baixa renda, estão dispostos a gastar dinheiro em uma viagem ao litoral. Durante a maior parte do ano, o comércio da cidade é nulo, e vive só de vendas para moradores locais, que muitas vezes fazem suas compras em cidades maiores. Como os comerciantes ousam então fechar suas portas para descansar se esta é a maior oportunidade de ganhar um bom dinheiro extra para render pelo resto do ano?
A prefeitura da cidade poderia, por exemplo, incentivar o comércio a permanecer aberto até mais tarde nos feriados, oferecendo segurança tanto para o estabelecimento quanto para os turistas, e também criar soluções para que o abastecimento de produtos da cidade não seja prejudicado. Estas ações trariam mais receita ao município e os turistas sentir-se-iam mais bem recebidos.
Turista gastando é cidade lucrando, e ninguém gasta mais que um turista de férias. Nem mesmo mulher com o cartão de crédito do marido.
Fica dado o recado Sr. Prefeito de Praia Grande: O pior pobre é aquele que quer ser pobre pra sempre.

January 5, 2009

O velho problema da TV a cabo

Cheguei de viagem hoje. Meu reveillon não foi do jeito que eu esperava, mas 2009 será um ano bom mesmo assim. Espero.

Feliz por estar em São Paulo, ao chegar em casa, fui ligar a TV, e para minha surpresa percebo que o receptor da TV a cabo havia queimado.

Liguei para a central de atendimento e recomendaram que eu fosse até a sede da operadora para consertá-lo.

Chegando lá fui informado que o preço para comprar um receptor novo era de R$ 170,00. Achei abusivo e ameacei mudar de operadora, afinal, cada novo assinante ganha um receptor gratuitamente, e de modelos ainda mais novos que o meu, cliente há mais de 3 anos.

Fico impressionado como muitas empresas ainda não entendem que é mais barato manter um cliente do que conquistar um novo?

FIDELIZAÇÃO.

Esta palavra ainda não é aplicada pelas empresas, que ficam por aí gastando rios de dinheiro em Marketing de Relacionamento, achando que fazem alguma coisa para manter sua carteira de clientes. O relacionamento com os clientes vai além de oferecer um clube de vantagens, ou descontos em lojas que você nunca vai comprar.

O Marketing de Relacionamento deve analisar como o cliente se comporta com a empresa. Ele paga em dia? É cliente há quanto tempo? Adquiriu novos produtos? É fiel à marca?

O bom cliente merece muito mais benefícios do que o novo cliente. Se você tem um cliente por um bom tempo, é porque ele gosta da sua marca ou produto, e isto é uma das mais poderosas ferramentas de vendas.

Então porque as empresas oferecem descontos e vantagens só para novos clientes, ao invés de estender automaticamente tais benefícios a toda sua carteira?

Talvez seja o velho problema de achar que quantidade é ainda melhor que qualidade. A dúvida é se entro em 2009 R$ 170,00 mais pobre ou troco de TV por assinatura.

December 28, 2008

Crise automobilística brasileira. Isso existe?

Você já reparou na quantidade de placas de “Vende-se” nos veículos que rodam nas ruas?

Comentei com alguns amigos e eles notaram a mesma coisa: as pessoas estão vendendo seus veículos à moda antiga. As tradicionais feiras de veículos, onde pessoas vendem seus carros de forma direta (sem o intermédio de uma concessionária) estão mais cheias do que nunca aos domingos.

Imagino que isto aconteça devido às concessionárias quase não comprarem mais veículos usados. Com novas linhas de crédito e financiamentos prejudicados com a crise financeira, elas não têm dinheiro para comprar o carro dos clientes que venderiam os veículos para financiar um mais novo, por exemplo.

O jeito então é pedir ao filho que digite algumas linhas no computador e colar um papel no vidro do veículo. Os que precisam vender logo, colam um em cada vidro. É quase impossível dirigir com tanto papel colado.

Também vale colar o mesmo anúncio no quadro de avisos do prédio onde mora, no mural da empresa, ou apelar para anúncios no jornal ou Internet. E lógico, levar o carro em uma das tradicionais feiras de veículos.

Os brasileiros aos poucos voltam a fazer negócios à moda antiga, como nos velhos tempos, onde não se comprava um xampu em 10 pagamentos, ou uma cadeira em 21 meses e um carro em até 7 anos.

Ou será que isto é um reflexo precoce de que os endividados estão vendendo seus carros já a grana encurtou, o financiamento ficou caro demais, ou o desemprego bateu à porta?

Se lá nos Estados Unidos eles viveram uma crise imobiliária, com pessoas que não podiam pagar o financiamento de suas casas, quais as chances de viveremos uma espécie de crise automobilística, com pessoas que não conseguem pagar o financiamento dos veículos?

Agora pense comigo: se eu não consigo pagar meu carro financiado em 84 meses, conseguirei pagar minha casa em 240?

Fica aí a dúvida.

December 3, 2008

Plantar mais ou exportar mais?

A dúvida agora é: preservar nossos biomas como a Floresta Amazônica, Pantanal, Serra do Mar, Caatinga e Cerrado, ou liberar mais terras para produção de alimentos, criação de gado e produção de biocombustíveis?

Pelo Senado brasileiro corre em aprovação incluir o Cerrado e a Caatinga como patrimônio ecológico do Brasil, assim como a Amazônia. Isto implica em leis mais severas contra desmatamento, o que em tese não significa uma fiscalização mais intensa contra estes crimes ambientais, já que o desmatamento também é proibido na Floresta Amazônica, e acontece mesmo assim.

A pergunta que muitos já fazem é: devido a crise financeira e a queda nas exportações, será que o governo brasileiro vai mesmo abrir mão de produzir mais em troca de proteger o meio-ambiente e todo aquele papo de aquecimento global?

Itália, Alemanha e Polônia dão sinais de não concordar sobre o acordo europeu para redução da emissão de dióxido de carbono em 20% até 2020, já que isso causaria grande impacto na economia destes países, e, devido a crise, esta hipótese seria inconcebível.

E o Brasil? Continua inabalado pela recessão mundial e mantém suas metas, ou será que vamos abrir mão do Chapada dos Guimarães em troca de algumas cabeças de boi para a Europa?

November 26, 2008

Rede Globo e o 30° Profissionais do Ano

Hoje fui a festa do Profissionais do Ano, organizada há 30 anos pela Rede Globo.

Podem falar que a Globo, é isso, é aquilo, mas ela foi pioneira em muita coisa que fez, por isso merece o nosso respeito. Ela deu muita oportunidade para muita gente se destacar no mercado, sejam agências de propaganda ou os próprios anunciantes, já que muitos deles conseguiram alcançar o sucesso porque investiram anunciando na Rede Globo.

Há 30 anos atrás a Rede Globo já olhava para a propaganda brasileira, e sabia que, aos olhos de um profissional de comunicação, um prêmio sempre será tão atraente quanto um bom resultado de vendas para seu cliente. É mais uma motivação para seu trabalho, e um notável reconhecimento.

As agências vencedoras das etapas regionais pareciam ter incríveis semelhanças: os anúncios tinham idéias simples mas inteligente, a verba era pequena, e tudo tinha que ter uma pitada de humor. Enfim, achei interessante os vencedores terem estas características. Parece que a Globo quis homenagear quem consegue ainda ter idéias simples, e fazer boa propaganda sem gastar rios de dinheiro. Palmas para as agências menores.

Já as agências ganhadoras/concorrentes dos prêmios de abragência nacional eram todas de uma estrutura bem similar: agências-monstro, como eu costumo chamar as big agencies de grupos internacionais: DM9DDB, AlmapBBDO, LewLaraTBWA e outras. Para mim, isso foi uma pura demonstração de que, quem já tem um certo tempo no mercado, fica com a melhor parte. Merecido acho. Palmas para as agências de grande porte.

Festa equilibrada, apresentações de um grupo bem interessante de xilofonistas ( ! ) entre um prêmio e outro, prosecco bom, whisky 12 anos, risoto de alcachofas ou macarronada ( !!! ) ao molho pomodoro. Eu estava com amigos, então deu para equilibrar entre me divertir e ver como o mercado de anunciantes está se comportando em São Paulo e no Brasil. Pois já que para a nossa querida emissora carioca, a Rede Globo de Televisão, hoje em dia é assim que as coisas se dividem: São Paulo, e o resto do Brasil. E dá-lhe mais novela no Copan!

Parabéns a todos os vencedores.

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