Prontofalei

February 25, 2009

O vendedor que não é pau para toda obra

Filed under: Mercado e Consumo, Negócios — Tags: — Danilo Idman @ 12:30 pm

Ontem estava conversando com um amigo sobre o que ele fez na segunda-feira de carnaval, que como todo mundo sabe, não é feriado, mas a maioria considera que sim.

Cansado de não fazer em casa, ele e o pai resolveram ir até uma dessas grandes lojas de materiais de construção, os conhecidos home-centers, e aproveitar a calmaria na cidade para escolher alguns produtos com calma.

Chegando na loja, havia apenas um ou dois vendedores, que bocejavam com sono pela falta de movimento. Quando viram meu colega entrar com seu pai, foi nítido o olhar de fuzilamento que os dois receberam. Meu amigo conta que nunca foi atentido com tanta má vontade.

Eu trabalhei na segunda-feira de carnaval, enquanto todos estavam se divertindo na praia ou em algum churrasco, ou mesmo descansando em casa. E assim como o atendente da loja de construção, eu ganho por dia trabalhado. Ele ganha uma porcentagem por cada venda realizada, e eu por cada hora trabalhada.

A minha pergunta é: já que o funcionário teve que sair de sua casa, em plena terça-feira de carnaval para trabalhar, não seria mais lucrativo fazer daquele dia ao menos rentável? Se ele não vendesse nada na terça-feira, simplesmente teria gasto dinheiro para ir trabalhar, ao invés de aproveitar a oportunidade de pouco movimento na loja para atender extremamente bem os poucos clientes que apareceram, e fazê-los comprar mais.

Depois muita gente não entende porque certas pessoas não progridem na vida….

February 20, 2009

Que roupa você veste?

Filed under: Mercado e Consumo, Tendência — Tags: , , , , , — Danilo Idman @ 2:13 pm

Foi-se o tempo em que comprar uma roupa de grife signifcava exclusividade.
Hoje você compra as maiores grifes do mundo, como Armani, Diesel, Guess por preços similares às marcas brasileiras.
A culpa? Da China, provavelmente. É lá que a maioria das top-grifes produzem suas coleções, ou seja, a mesma camiseta que você veste, um milhão de pessoas também usam.
O maior problema além da falta de exclusividade que essa grifes ofereciam, é a qualidade do produto, como, por exemplo, acabamento, material, estampa, que por produzirem em larga escala, inevitalmente perdem muita da qualidade suprema esperada de produtos desse nicho.
O que fazer então?
Pagar apenas pela marca, e não mais pela qualidade superior?
Voltar aos serviços de costureiras e alfaiates?
Dar mais valor às marcas menores, locais, e mais exclusivas?

Diga-me como se vestes e te direis quem é.

February 16, 2009

Os últimos serão os primeiros

Filed under: Mercado e Consumo, Tendência — Tags: , — Danilo Idman @ 12:47 pm

Não sei onde eu ouvi isso, mas achei interessante:

Os Estados Unidos serão o primeiro país a sair da crise.
E o Brasil será o último a entrar.

February 12, 2009

Você se lembra do Mappin? E da Mesbla?

mappin por caduro martino

Você se lembra da Stella Barros Turismo?
E da Mesbla e do Mappin?

Pakalolo, Jumbo Eletro, TransBrasil, Gurgel, Bamerindus…

Se você tem mais de 20 anos provavelmente deve lembrar de alguma destas marcas acima. Todas elas não existem mais. Mas hoje lendo um artigo na HSM, pergunto:

O que estas marcas ainda significam pra você, mesmo elas não existindo mais por terem falido?

Você dá mais valor a uma marca ou para os serviços e produtos da empresa em si?

February 11, 2009

Coma o quanto puder

Filed under: Mercado e Consumo — Tags: , , , , , , — Danilo Idman @ 12:30 pm

Hoje almocei em um restaurante onde por apenas R$ 8,50 você comia a vontade e ainda tinha direito a um KiSuco e uma gelatina.

A parte da chepa ficava no andar de cima. No andar debaixo, o restaurante funcionava por kilo, onde cada 100g custava R$ 2,40.

Nem preciso comentar que o cardápio do andar de baixo era bem diferente do de cima. Enquanto os pagantes de R$ 24 por kilo comiam escalope ao molho madeira, salada inglesa, e paella, eu comia uma coxa de frango cheia de gordura e uma maionese de dar medo.

Mas é isso aí. O negócio é diversificar a clientela: de pedreiros a executivos. Mas valeu a experiência. Só que da próxima vez eu fico no andar de baixo.

February 10, 2009

Bye bye Dogwalker

Filed under: Mercado e Consumo, Negócios, Tendência — Tags: , , , , , , , — Danilo Idman @ 7:38 pm

Eu adoro tomar uma cerveja na padaria da esquina. Sempre encontro algum figura para jogar conversa fora e falar sobre amenidades.

Estes dias atrás estava lá e fiz amizade com Robson no balcão, que estava conversando com meu amigo Bigode, dono da padaria. Robson mora próximo da Vila Olímpia, num quarto alugado numa espécie de hotel.

Nossa conversa começou sobre Ronaldinho e Richarlysson, ele corinthiano e eu são paulino. Em algum ponto o papo foi parar na crise financeira, e Robson me contou um pouco sobre comoisso afetou sua vida nos últimos meses.

Robson era dogwalker, uma profissão crescente em grandes centros como São Paulo, onde pessoas cobram um valor para passear com os cachorros de quem não tem tempo ou não gosta de levar o cachorro para passear. Chegava a tirar R$900 por mês passeando com os cachorros de Moema Vila Olímpia e Vila Nova Conceição. Mas aí veio a crise. E todo rico, novo rico, ou mesmo a classe média alta, cortaram muitos dos gastos supérfluos.

Segundo meu amigo Robson, nenhum pai de família vai preferir cortar a babá do filho do que o cara que passeia com o poodle da sua esposa. E nessa onda de cortes, Robson perdeu 90% dos seus clientes.
Desempregado fazia 3 meses, submeteu-se a trabalhar como servente de pedreiro para ganhar apenas R$ 600 por mês e sem registro em carteira.

De forma alguma Robson estava reclamando. Assim como eu, ele também estava super feliz por ter um trabalho, mas o interessante foi perceber que meu amigo Robson compartilhava da mesma visão de mundo que eu mesmo, mesmo nós dois sendo de universos bem diferentes.

Ele sabia que a queda no faturamento das empresas de seus patrões afetou diretamente o seu trabalho e sua profissão, e fez dele um desempregado por um tempo, e posteriormente, sofreu com a queda de mais de 30% da sua renda mensal. Ele também percebeu que as pessoas estão um pouco mais pobres, e que alguns mercados tendem a encolher, principalmente os de serviços considerados supérfluos, como por exemplo, o do profissional dogwalker.

O importante é se diversificar. Como disse Robson naquele dia pra mim na padaria, entre um copo e outro de Skol, só fica parado quem quer. Qualquer um sabe passear com um cachorro, e no momento de aperto foi a única solução que lhe apareceu. Agora em 2009, Robson precisou se re-inventar, e por mais que admita não saber muita coisa sobre construção civil, sabe que se tiver força de vontade, pode aprender muito e crescer ainda mais na profissão.

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